“Acho completamente descabida a ideia de que os padres não se puderem casar. Só se perde com essa ideia, assim ninguém quer ir para padre! É uma profissão como outra qualquer, porque não haveriam de puder casar?”. É vulgar ouvir este tipo de pensamentos. Quando o assunto vem à baila estas ideias são apenas uma amostra das muitas que aparecem. Contudo, eu em parte discordo com isto. Não acho o facto de não puderem casar tão insensato quanto isso. Primeiro ser padre não é uma profissão como qualquer outra, pelo menos na minha opinião. Acho que esta profissão acarreta uma série de responsabilidades de uma forma que as outras não o fazem. O pároco é um representante de Deus, está aqui em nome Dele para guiar uma comunidade. E precisamente por O estar a representar não pode se dar ao luxo de viver uma vida mundana, ele deve tentar ao máximo se assemelhar à perfeição de Deus. Mais importante do que isso (porque casamento não é sinónimo de imperfeição, muito pelo contrário) se os padres fossem casados dificilmente se dedicariam com o mesmo entusiasmo e com a mesma oferta à paróquia, o tempo que para ele lhe dispensa teria de ser menor pois seria partilhado com a família, tal como as preocupações. Alguém que decida assumir estas responsabilidades tem de ser realmente alguém que se empregue e sacrifique totalmente pela sua paróquia, que abdique de si para os outros. Por isso as pessoas que aceitam este desafio têm de ter uma verdadeira vocação para isto, um talento, um dom natural. É verdade que esta ideia nem sempre é tida pelos próprios párocos, e eu tenho um exemplo disso na minha paróquia, mas a verdade é que o facto de os padres poderem casar não resolveria o problema (maus profissionais há em todo lado, temos é de os tentar combater). Aliás, apenas o agravaria. Porque se este emprego já atrai alguns apenas pelo dinheiro se o casamento fosse permitido aumentariam estes casos. Uma pessoa que realmente tenha vocação para padre não se preocupa com esse tipo de questões, quem se preocupa e não segue este caminho por essa razão então é porque não iria ser um bom pároco. Para essas pessoas há uma série de coisas e de postos que podem ocupar numa comunidade, trabalho para fazer é o que não falta! Outro argumento usado é que esta regra não tem sentido porque estamos a contrariar a natureza humana. Porém, sermos crentes e vivermos segundo o estilo de vida de Deus não é precisamente isso? Contrariar os nossos instintos humanos? Afinal nós somos naturalmente egoístas e violentos, mas o cristianismo (e a boa índole da maioria das pessoas) diz-nos que não o devemos ser. E nós lutamos contra eles, e tentamos ser nós a controlar esses instintos… é isso que nos distingue dos outros animais, não é? A capacidade de fazer escolhas e de distinguir o que é bom do que é mau. Por tudo isto acho que acima de tudo esta história do casamento é principalmente uma desculpa para tentar justificar a falta de padres. A verdade é que vivemos num mundo onde cada vez mais a fé é menor e onde o egoísmo cresce a cada dia. Poucos são os que estão disposto a entregar-se desta forma. quinta-feira, 9 de julho de 2009
Insensatez ou coerência?
“Acho completamente descabida a ideia de que os padres não se puderem casar. Só se perde com essa ideia, assim ninguém quer ir para padre! É uma profissão como outra qualquer, porque não haveriam de puder casar?”. É vulgar ouvir este tipo de pensamentos. Quando o assunto vem à baila estas ideias são apenas uma amostra das muitas que aparecem. Contudo, eu em parte discordo com isto. Não acho o facto de não puderem casar tão insensato quanto isso. Primeiro ser padre não é uma profissão como qualquer outra, pelo menos na minha opinião. Acho que esta profissão acarreta uma série de responsabilidades de uma forma que as outras não o fazem. O pároco é um representante de Deus, está aqui em nome Dele para guiar uma comunidade. E precisamente por O estar a representar não pode se dar ao luxo de viver uma vida mundana, ele deve tentar ao máximo se assemelhar à perfeição de Deus. Mais importante do que isso (porque casamento não é sinónimo de imperfeição, muito pelo contrário) se os padres fossem casados dificilmente se dedicariam com o mesmo entusiasmo e com a mesma oferta à paróquia, o tempo que para ele lhe dispensa teria de ser menor pois seria partilhado com a família, tal como as preocupações. Alguém que decida assumir estas responsabilidades tem de ser realmente alguém que se empregue e sacrifique totalmente pela sua paróquia, que abdique de si para os outros. Por isso as pessoas que aceitam este desafio têm de ter uma verdadeira vocação para isto, um talento, um dom natural. É verdade que esta ideia nem sempre é tida pelos próprios párocos, e eu tenho um exemplo disso na minha paróquia, mas a verdade é que o facto de os padres poderem casar não resolveria o problema (maus profissionais há em todo lado, temos é de os tentar combater). Aliás, apenas o agravaria. Porque se este emprego já atrai alguns apenas pelo dinheiro se o casamento fosse permitido aumentariam estes casos. Uma pessoa que realmente tenha vocação para padre não se preocupa com esse tipo de questões, quem se preocupa e não segue este caminho por essa razão então é porque não iria ser um bom pároco. Para essas pessoas há uma série de coisas e de postos que podem ocupar numa comunidade, trabalho para fazer é o que não falta! Outro argumento usado é que esta regra não tem sentido porque estamos a contrariar a natureza humana. Porém, sermos crentes e vivermos segundo o estilo de vida de Deus não é precisamente isso? Contrariar os nossos instintos humanos? Afinal nós somos naturalmente egoístas e violentos, mas o cristianismo (e a boa índole da maioria das pessoas) diz-nos que não o devemos ser. E nós lutamos contra eles, e tentamos ser nós a controlar esses instintos… é isso que nos distingue dos outros animais, não é? A capacidade de fazer escolhas e de distinguir o que é bom do que é mau. Por tudo isto acho que acima de tudo esta história do casamento é principalmente uma desculpa para tentar justificar a falta de padres. A verdade é que vivemos num mundo onde cada vez mais a fé é menor e onde o egoísmo cresce a cada dia. Poucos são os que estão disposto a entregar-se desta forma. quarta-feira, 8 de julho de 2009
Desafio Musical
2. Escolher uma banda ou um(a) artista – My Chemical Romance
3. Responder às perguntas apenas com títulos de músicas da banda ou artista escolhida(o):
3. Responder às perguntas apenas com títulos de músicas da banda ou artista escolhida(o):
És homem ou mulher? Helena
Descreve-te: It's Not A Fashion Statement It's A Deathwish
Descreve-te: It's Not A Fashion Statement It's A Deathwish
O que os outros acham de ti? The Jetset Life Is Gonna Kill You
Como descreves o teu último relacionamento? Thank You For The Venom
Como descreves o estado actual da tua relação? I Never Told You What I Do For A Living
Onde querias estar agora? Welcome to the black parade
O que pensas a respeito do amor? To The end
Como é a tua vida? House of wolves
O que pedias se só tivesses um desejo? Skylines and Turnstiles
Escreve uma frase sabia: Honey, This Mirror Isn't Big Enough For The Both Of Us
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