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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Os dez mandamentos das relações humanas


1) Fala com as pessoas.
(Nada há tão agradável e animado quanto uma palavra de saudação. É muito importante para nós uma palavra amiga.)


2) Sorri para as pessoas.
(Lembra-te que accionamos 27 músculos para franzir a testa e apenas 14 para sorrir. Então, pelo menos por questão de economia, sorri.)


3) Chama as pessoas pelo nome.
(A música mais suave é ouvir o seu próprio nome.)


4) Sê amigo e prestativo.
(Se quiseres ter amigos, sê um amigo leal.)


5) Sê cordial.
(Fala e age com sinceridade. Tudo quanto fizeres faz com todo o prazer.)


6) Interessa-te sinceramente pelos outros.
(Lembra-te de que sabes o que sabes, mas não sabes o que os outros sabem.)


7) Sê generoso a elogiar e muito cauteloso a criticar.
(Os líderes elogiam, sabem encorajar, dar confiança, elevando os outros.)


8) Considera os sentimentos alheios.
(Existem três lados numa controvérsia: o teu lado, o lado do outro e o lado de quem está certo e, às vezes, este alguém positivamente não és tu.)


9) Preocupa-te, sem exageros, com a opinião dos outros.
(Às vezes enganamo-nos. Não seria prudente, então, aproveitar as observações sensatas do outro? Ouve, aprende, elogia.)


10) Procura apresentar sempre um excelente serviço.
(Aquilo que realmente vale na nossa vida é aquilo que fazemos para os outros.)

Why not? Did we lose something?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Friends are for life!!!


“Analisemos agora a amizade. De facto, trata-se de uma certa excelência, ou algo de estreitamente ligado à excelência; além disso, é do que mais necessário há para a vida. Pois ninguém há-de querer viver sem amigos, mesmo tendo em conta os restantes bens. E até os ricos, os que têm posição e poder, têm uma necessidade extrema de amigos (…).
Contudo, uma amizade que tem como fim em vista o que cada um é em si próprio existe apenas entre homens de bem, porque os ordinários não podem sentir prazer nenhum uns com os outros, a não ser que possam obter uma qualquer vantagem. E só a amizade entre os bons é capaz de resistir à calúnia. Na verdade, não é fácil acreditar no que se diz sobre um amigo que foi posto à prova por nós próprios durante longo tempo. Na amizade entre boas pessoas há confiança mútua (…).”


Aristóteles, Ética a Nicómaco, tradução do grego de António C. Caeiro,Quetzal Editores, Lisboa, 2004

As características referidas por Aristóteles continuarão a fazer parte daquilo que chamamos amizade? Haverá outras?
O desenvolvimento tecnológico e a consequente facilidade de comunicação (entre outros aspectos da vida actual, nomeadamente a igualdade de direitos entre homens e mulheres) terão transformado de tal modo as relações entre as pessoas que a amizade já não é o que era na época de Aristóteles?

Na minha opinião tudo passa pelos olhares e pelas palavras…. Pelos gestos e pelas expressões… Por uma palavra bastar para sermos capazes de perceber se o outro está bem ou mal... Pela vontade de partilhar algo… de viver algo com alguém que nos é muito especial… Pelos abraços (aih como eu gosto de abraços, é que nem vos passa pela cabeça). Acho que a definição de Aristóteles continua a ser a correcta! O problema é que, uma vez mais, as pessoas banalizam. Banalizam o que têm de melhor e desperdiçam tudo o que podiam usufruir. Friends are for life!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Até Quando?


Não adianta olhar pró céu com muita fé e pouca luta

Levanta ai que você tem muito protesto pra fazer e muita greve

Você pode e você deve, pode crer


Não adianta olhar pró chão, virar a cara pra não ver

Se liga ai que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu

Num quer dizer que você tenha que sofrer


Até quando você vai ficar usando rédea

Rindo da própria tragédia?

Até quando você vai ficar usando rédea

Pobre, rico ou classe média?

Até quando você vai levar cascudo mudo?

Muda, muda essa postura

Até quando você vai ficando mudo?

Muda que o medo é um modo de fazer censura


Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente

Seu filho sem escola, seu velho ta sem dente

Você tenta ser contente, não vê que é revoltante

Você ta sem emprego e sua filha ta gestante

'Ce se faz de surdo, não vê que é absurdo

Você que é inocente foi preso em flagrante

É tudo flagrante

É tudo flagrante


A policia matou um estudante

Falou que era bandido, chamou de traficante

A justiça prendeu o pé-rapado

Soltou o deputado e absolveu os PM's de Vigario


A policia só existe pra manter você na lei

Lei do silêncio, lei do mais fraco:

Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pró saco

A programação existe pra manter você na frente

Na frente da TV, que é pra te entreter

Que pra você não ver que programado é você


Acordo num tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar

O cara me pede diploma, num tenho diploma, num pude estudar

E querem q'eu seja educado, q'eu ande arrumado q'eu saiba falar

Aquilo que o mundo me pede não é mundo que me dá


Consigo emprego, começo o emprego, me mato de tanto ralar

Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar

Não peço arrego mas na hora que chego só fico no mesmo lugar

Brinquedo que o filho me pede num tenho dinheiro pra dar


Escola, esmola

Favela, cadeia

Sem terra, enterra

Sem renda, se renda. Não, não!


Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente

A gente muda o mundo na mudança da mente

E quando a mente muda a gente anda pra frente

E quando a gente manda ninguém manda na gente


Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura

Na mudança de postura a gente fica mais seguro

Na mudança do presente a gente molda o futuro

Até quando você vai levando porrada, porrada?

Até quando vai ficar sem fazer nada?

Até quando você vai levando porrada, porrada?

Até quando você vai ser saco de pancada?

Gabriel, O Pensador

Realmente acho que a letra da música diz tudo. Até quando é que vamos aceitar isto? Até quando é que nos vamos sentar e esperar que algo aconteça? Até quando é que vamos adiar a nossa mudança de atitude? Temos de mudar, só mudando é que poderemos atingir novas metas e criar novos objectivos. O poder é nosso, o dever é nosso e nós podemos. A letra diz muito e a música é muito gira. Aconselho vivamente a ouvirem Gabriel. As letras dele são uma autêntica escola.


*Sei que já aqui abordei mais ou menos este tema. Porém, acho que a música é mesmo muito gira e o tema mesmo muito importante. =) A minha net é preguiçosa e não estou a conseguir abrir o youtube. Mas, procurem lá a música e o clip... Vão gostar!!!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Juventude Hospitaleira



Entre os dias 23 e 31 de Julho não escreverei no meu blog nem comentarei o de outros. Por mais estranho que pareça não digo isto com um pingo de pena. E porquê? Porque vou estar na Casa de Saúde de Barcelos (onde ficam as pessoas com problemas mentais) a fazer voluntariado. Vou para lá através da Juventude Hospitaleira, uma associação de voluntariado a que aderi há alguns meses. Eu e outros jovens vamos ajudar nas várias tarefas que há a fazer: auxiliar na alimentação, levá-los a rezar, fazer companhia, ajudar a sorrir… Apesar de ansiar isto há muito tempo não posso deixar de estar nervosa. Acho que vai ser uma experiência espectacular, porém, a verdade é que não sei o que me espera e tenho medo de me sair mal.

Quero-vos falar um pouco mais desta instituição – a Juventude Hospitaleira. A Juventude Hospitaleira (JH), Movimento Juvenil inspirado e animado pelos Irmãos de S. João de Deus e pelas Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, em cada ano realiza um vasto leque de acções destinadas aos jovens. O verão é sem dúvida o tempo mais fértil para estas acções e os Centros Hospitaleiros o “palco” mais propício para a experiência da Solidariedade e da HOSPITALIDADE. Assim sendo, a essência do movimento é a hospitalidade. Além da vivência de grupo, desafiam os jovens a desenvolverem compromissos pessoais com cariz hospitaleiro.

Sinto-me muito feliz por ter a sorte de fazer parte de algo como isto e acho este tipo de iniciativas muito importantes. Deixo aqui dois sites para que possam obter mais informações e também se sentirem entusiasmados a fazer algo.


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Desafio Musical

A Silvana de Truz Truz Truz desafiou-me musicalmente:

1. Publicar uma foto pessoal:


2. Escolher uma banda ou um(a) artista – My Chemical Romance

3. Responder às perguntas apenas com títulos de músicas da banda ou artista escolhida(o):


És homem ou mulher? Helena

Descreve-te: It's Not A Fashion Statement It's A Deathwish


O que os outros acham de ti? The Jetset Life Is Gonna Kill You


Como descreves o teu último relacionamento? Thank You For The Venom


Como descreves o estado actual da tua relação? I Never Told You What I Do For A Living


Onde querias estar agora? Welcome to the black parade


O que pensas a respeito do amor? To The end


Como é a tua vida? House of wolves


O que pedias se só tivesses um desejo? Skylines and Turnstiles

Escreve uma frase sabia: Honey, This Mirror Isn't Big Enough For The Both Of Us

terça-feira, 16 de junho de 2009

Desespero


"Deus não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos. Fazer ou não fazer algo só depende da nossa vontade e perseverança."
- Albert Einstein

Estou triste, melhor, estou completamente desiludida com o que encontro à minha volta. Estou desiludida por cada vez me encontrar mais sozinha a lutar (ou a tentar pelo menos) por algo que é de todos e para todos. Estou desiludida porque acho que sou praticamente a única pessoa a acreditar naquela (para mim) tão lógica frase do Einstein. God, qual é a dificuldade em entender que 99,9% das coisas acontecem se nós lutarmos por elas ou fizermos por isso? Qual é a dificuldade em entender que depende de nós, da nossa vontade, da nossa determinação? Estou farta, mas completamente de farta de ouvir desculpas e de ver pessoas a atirar a responsabilidade nas costas dos outros. “Aqui não dá, já sabes como é não sei quem”, “Tentar para quê…já se sabe que com estas pessoas não resulta”, “Estudar para quê? Já sei que não adiante com esta professora, os testes são sempre difíceis!”. Sabem que mais? Chega!!! Chega de andarmos aqui todos a brincar às casinhas e aos meninos responsáveis e empenhados! Chega de tanto cinismo e hipocrisia! Ou se quer ou não! Ou se tenta ou não! Vocês intitulam-se de realistas… eu intitulo-vos de preguiçosos! Preguiçosos e irresponsáveis. Aih, o que é que aconteceu à juventude de hoje? O que aconteceu ao nosso espírito? Já agora, sabem o que quer dizer espírito? Espírito é: coisa incognoscível que anima o ser vivo; conjunto das faculdades intelectuais; vida; razão; inteligência; energia; aptidão; capacidade; opinião; sentimento; intenção; génio; talento; engenho; essência. Quer dizer, é? Será mesmo? Segundo o dicionário sim, mas e quanto ao resto? Gente onde está? Digam-me onde está! Por favor… o que foi feito então da energia, do engenho, da capacidade, do sentimento? Digam-me!!! Se estão bem escondidinhos soltem-nos, afinal, do que vos vale ter isso guardado? Desde quando é que ser jovem deixou de ser “vontade de reconstruir, modificar, melhorar (remando se necessário contra a maré)” para passar a ser “resignação e acomodação”? Qual é a vantagem de viver sem a mínima consciência do mundo onde habitam e do que as vossas acções podem alterar a vida de outro ser humano? Do que vos vale viver sem solidariedade e sem esperança e fé nas pessoas? Expliquem-me (porque eu não consigo perceber) a vantagem de ao invés disto viver uma vida de desculpas esfarrapadas e de desresponsabilização convivendo apenas com o seu egoísmo e olhando só para o próprio umbigo? Nós temos tanto para dar, há tanto a ser feito (ainda por cima agora que estamos num tempo de crise). É nossa obrigação tentar fazer algo, é nosso dever mudar o rumo das coisas! Olhem à vossa volta, há tanta gente a precisar de uma mão estendida, de um olhar, há tantas pessoas a precisarem de pessoas. Como é que é possível vermos isto e simplesmente acharmos que não é nada connosco? É mais fácil, eu sei. Mas, não é suposto que a vida seja fácil. Eu sinto-me desesperada e angustiada com o tipo de atitudes que vejo hoje em dia, principalmente na classe mais jovens e em pessoas em que era esperada, precisamente, a atitude oposta. Desculpem se este assunto é demasiado maçador e se preferiam ler outra coisa, mas eu precisava de partilhar isto. Deixo-vos aqui mais um pensamento e espero que reflictam um pouco sobre isto. Eu vou continuar a ter fé e a lutar e acreditar num amanhã melhor. Vou continuar a gritar, porque sei que nunca gritarei sozinha.

"Está em meu poder servir a Deus ou não o servir. Servindo-o, acrescento ao meu próprio bem e ao bem de todo o universo. Não o servindo, abro mão do meu próprio bem e privo o mundo do bem que estava em meu poder criar."
- Liev Tolstói

Concluindo, não privem ninguém de algo a que tem direito. Parem de se enganar e tomem consciência de que cada criança que chora com fome, cada família que se torna sem-abrigo, cada nega tirada é também culpa vossa. Vamos lá ganhar responsabilidade gente, a sério. Vocês podem ser tão melhores que isso. Rectifico, NÓS podemos ser tão melhores que isto.

domingo, 14 de junho de 2009

Pirates



“Bring me that horizon!”

É assim que acaba o primeiro filme da trilogia dos Piratas das Caraíbas que, para quem não sabe, é um dos meus filmes preferidos. E é dita por quem? Tentem lá adivinhar…. Pelo meu querido Jack Sparrow (o muito giro e famoso Johnny Deep – tenho um fetiche, obsessão, panca por este homem. Chamem-lhe o que quiserem, mas que ele é a pura da loucura é). Apesar de já ter visto aquele filme uma centena de vezes fico sempre comovida e pensativa com aquela frase final. Acho que, de facto, não podia ter acabado melhor. Ainda por cima dita pelo Jack aquela frase torna-se duplamente inspiradora. Acho que aquele é realmente um bom lema de vida (este espírito faz falta) – procurar sempre novos desafios e nunca parar. Ontem, ao ver novamente o filme e ao ouvir de novo esta frase pensei logo que a tinha que publicar no meu blog. Pensei numa grande divagação sobre tudo aquilo que ela me diz, mas, agora que aqui estou simplesmente não consigo passá-lo para escrito. Por isso fico-me por aqui e deixo o resto da interpretação da frase ao critério de cada um. Deixem aqui as vossas ideias que é sempre giro!!!!

Todos temos um pirata dentro de nós (e se for um ali como o Jack uh-uh… é a pura da loucura =).

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Parabéns MIM


Digam lá que nós não estamos lindinhos???? Nós somos lindinhos aliás.... Foi com estes dois inocentes que eu passei o serão da tarde do meu aniversário. E, digo desde já, que foi um serão espectacular. Foi uma tarde de descobertas e acontecimentos. Andamos de baloiço, descobrimos que o Lidl é o melhor a nível de organização de dinamização de festas e pusemos a Silvana a conduzir (ou pelo menos a fazer algo que se assemelhava, ou deveria assemelhar, a isso =).
Bem, não fiz a festa que preparei, nem o bolo que queria... apesar disso não me posso nada queixar do aniversário que tive. Os meus papás fizeram questão de o tornar divertido. Hehe... Gosto-vos =)

Bem, mas não é só a estes dois inocentes que tenho de agradecer. Tenho de agradecer:
-ao meu namorado *.*
-à Ritinha
-à Martinha
-à Guidinha
-à Ângela
-à Beatriz
-à Maria
-à Braga
-ao Paulo
-ao Zé
-ao João Pedro
-à Ana Marinho
-à minha irmã
-à minha avó
-ao meu Pai

Concluindo: toneladas de gente gira e querida. =)

Obrigada gente.... *.*

domingo, 7 de junho de 2009

A Curva da Estrada


“A morte é a curva da estrada, morrer é só não ser visto” – Fernando Pessoa.

Realmente acho que não é preciso acrescentar muito mais a esta frase. De facto, a vida é uma continuação do caminho que temos a percorrer, mas uma continuação do outro lado da curva (como diz Pessoa). Só porque não vemos o que está para além dessa curva não quer dizer que não exista. Existe, é apenas invisível aos nossos olhos. Mas todos um dia a vamos ultrapassar, e, quando chegar a minha vez de passar a curva vou ficar triste pelo que vou cá deixar, porém também vou ficar muito contente por puder acompanhar quem já aquele caminho anda a percorrer.
Até lá só me resta aproveitar bem quem por deste lado da curva anda e guardar saudades e boas recordações de quem pela curva já passou.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Vontade

"Os filósofos antigos tiveram muito a dizer sobre a felicidade. Supunham que ‘a melhor vida’ e ‘a vida feliz’ eram a mesma coisa, e geralmente aceitavam que a felicidade consistia numa vida de razão e virtude. Epicuro (341-270 a. C.) recomendou uma vida simples, de modo a se evitarem sofrimentos e ansiedades. Os estóicos acrescentaram que um homem sábio não permitiria que a sua felicidade dependesse de coisas que estivessem fora do seu controlo, como a riqueza, a saúde, a boa aparência ou as opiniões dos outros. Não podemos controlar as circunstâncias externas, disseram, pelo que devemos ser indiferentes a essas coisas, aceitando-as como aparecem. Epitecto (c. 55-135 a. C.), um dos grandes professores estóicos, deu este conselho aos seus estudantes: ‘Não peçam que as coisas ocorram segundo a vossa vontade; façam com que a vossa vontade seja que as coisas ocorram como ocorrem de facto, e terão paz.”

Este artigo não é meu. Encontrei-o num outro blog (Dúvida Metódica - pertence à minha lista de blogs eleitos caso o queiram consultar) e achei-o deveras interessante. De facto, não podemos apenas sonhar ou idealizar coisas, não podemos fazê-lo e estar à espera que o Mundo perceba aquilo que queremos e arranje forma de o concretizar. Se há algo que realmente queremos temos mais é que lutar e fazer com que aconteça, e (apesar de difícil) não podemos por a responsabilidade da nossa felicidade a cargo que uma coisa que está fora do nosso controlo, nem deixar que pessoas opinem sobre o que somos ou não capazes de fazer. Cada um tem convicções e crenças diferentes, e, é essa convicção e essa crença que determina aquilo que somos ou não capazes de fazer. Como diz o meu professor de matemática “temos de olhar pela nossa vida” e “ter atenção ao que escolhemos como prioridade”. Desde que decidi entrar para Medicina tenho ouvido coisas do género: "Sabes que é difícil e que provavelmente não vais conseguir entrar à primeira. É melhor teres uma segunda opção caso não tenhas média, assim podes entrar em algo na Universidade". Agora expliquem-me lá uma coisa: porque raio é que eu tenho que entrar imediatamente na universidade? Caso não tenha já média para medicina devo desistir e não fazer melhoria só para entrar logo na universidade, só para não ficar mais um ano no secundário? "Mas assim perdes um ano!", dizem eles. Tanta perceber lá uma coisa: eu não quero entrar em ALGO na universidade, eu quero MEDICINA, não algo. Eu acho isto uma completa estupidez. Prefiro "perder" um ano e fazer aquilo que realmente quero e gosto. Até porque no meu caso além de medicina o que me agrada é psicologia (que tem média mais baixa). Mas vou-me meter num curso que tenho média, mas que tem uma das taxas de desempregados licenciados mais alta do país? Realmente deve ser melhor meter-me em psicologia agora e depois estar 2, 5 ou 10 anos num emprego que não é da minha área, do que agora esperar mais um ano e entrar no que realmente quero e me dá perspectivas de futuro agradáveis. Realmente não percebo a mentalidade destas pessoas. Volto a repetir o meu professor: "Isto é tudo uma questão de prioridades". Eu não penso dessa forma... não consigo pensar a curto prazo quando esta decisão vai influenciar o resto da minha vida. Agora “perder” um ano pode ser realmente chato, mas é preferível a tudo o resto. Além disso (apesar de ser das únicas pessoas a acreditar), acho que sou perfeitamente capaz de conseguir entrar já em medicina. É tudo uma questão de trabalho e dedicação. Não tenho nenhum atraso, por isso se uns são capazes eu também sou. Tudo isto para dizer que o querer basta para acontecer. Tem é de ser um querer forte e verdadeiro e não um capricho do momento. =)
(Se o Pooh acredita que consegue eu também!!! ;)