domingo, 5 de julho de 2009

Super herói precisa-se


Portugal está a passar por uma fase menos boa. Fase essa que já dura há alguns anos, mas que se tem vindo a agravar ultimamente. Eu gosto muito do meu país, adoro a minha pátria. Acho que temos feito coisas boas, que temos atingido bons resultados em algumas áreas e que temos motivos para ter orgulho do nosso povo e da nossa terra. Só que essas coisas andam bem escondidas, têm medo de se mostrar, não devem querer ofender ninguém. Andam escondidas ou alguém as esconde, não sei e não é isso que agora aqui quero discutir. Mas há muito trabalho para ser feito, muito para evoluir e apesar de me orgulhar de Portugal tenho a perfeita noção disso. Já até abordei alguns dos temas neste blog. Contudo, estamos e precisar de mudanças a sério, temos problemas graves e urgentes a necessitar de resolução: desde saúde a educação, passando pelo poder de compra ao desemprego, desde o próprio civismo das pessoas aos imigrantes há um bocadinho (bocadão – se é que existe - melhor dizendo) de tudo para ser feito. Trocamos de governo como quem troca de meias, tenta-se implementar umas coisas aqui e uns sistemas ali, fala-se em investimentos e reformas (reparem no verbo que eu usei, fala-se) e o nosso querido país, apesar de tudo, continua sem conseguir avançar e sair disto. As mudanças de governo, como já referi, não estou a resultar. Por isso acho que precisamos de um super herói. Se pudesses inventar ou escolher um super herói para salvar Portugal qual seria (esta ideia foi retirada de um programa semanal da RTP2 – “5 para a meia noite”)? Ora bem, eu estive a pensar e eu escolheria o “Super Anti-Cagaço”. É verdade eu acho que Portugal precisa de alguém que erradique o medo de uma vez por todas. O medo de arriscar, o medo da mudança, o medo da critica, o medo de sorrir, o medo da diferença, o medo do “escuro”, o medo das paixões. Porque só desta forma é que conseguiremos ser ousados e inovadores o suficiente, porque só desta forma é que conseguiremos agir e mudar algo… quando perdermos o medo. Quando formos capazes de nos apaixonarmos verdadeiramente por este país, de nos apaixonarmos por projectos que o possam realmente carregar para frente e os levarmos até ao fim. Temos de perder o medo!! Mas o que me dizem vocês, que super herói precisamos?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

“Portugueses não têm confiança nas instituições políticas”

“Estudo revela que portugueses não têm confiança nas instituições políticas.”

Esta foi uma das maravilhosas notícias que passou hoje no telejornal. Entre cornos na Assembleia da República a eleições duvidosas no Benfica apareceu esta pequena relíquia. Então os Srs. Portugueses não estão confiantes? E eles lá têm moralidade ou discernimento para acharem alguma coisa? Acho que um povo que chega a uns absurdos 60% de abstinência em eleições perde a credibilidade. Votar é um direito e acima de tudo um dever, é uma forma de expressarmos a liberdade que muito nos custou a conquistar. Isto também não passa de mais um contrato (mais um), que nós, como cidadãos, estabelecemos connosco, com a sociedade em que estamos inseridos e com o estado. Como todos os contratos existem cláusulas a serem cumpridas, como em todos os contratos beneficiamos de umas coisas em troca de outras, temos direitos e deveres. Ora, se não consumamos um nos nossos deveres, que é o voto, acho que não nos podemos dar ao luxo de criticar e de nos acharmos no direito de atacar o estado ou algo que possa, eventualmente, estar a seguir de forma incorrecta nesse contrato. Eu sei que os políticos não têm dado o melhor exemplo, sei que muitas vezes, depois de tudo a que assistimos é desmotivante ir votar, porém, não é motivo suficiente para que o façamos. Dizem que também é uma forma de mostrar o descontentamento. Pois eu digo-vos que isso é mentira. Votar em branco é mostrar descontentamento, não votar é simplesmente não existir e não ter opinião na matéria. Os políticos são todos iguais e nenhum deles presta? Eu não acredito nisso, mas quem acredita pense numa coisa: a nossa personalidade é moldada pela sociedade onde estamos inseridos. E quem é a sociedade? Somos NÓS. Logo, se os governantes deste país são maus profissionais nós temos a nossa cota parte de culpa nisso. Se queremos que daqui para a frente isso mude então também nós temos de mudar: porque nós faremos os próximos governantes, porque nós seremos os próximos governantes.